And the looser is…

MMAi.

Eis q surge uma nova modalidade na bolinha flutuante q se convencionou chamar mundo. Em meio às chuvas torrenciais d críticas, o MMAi, queiram ou não, gostem ou não, tornou-se realidade na indústria esportiva e d entretenimento. A questão é como conciliar a nova prática à preservação da integridade física dos adeptos e como introduzir na nova atividade padrões morais condizentes com uma sociedade q não pretende estimular a violência inadvertidamente.

O pobrema é dois! Primeiro, a mentalidade d ostras como o cartola-mor do “UF-CECÊ” Danem-se White, uma espécie d Dom King não-fumante, branco, jovem e careca. Danem-se transforma gente em mercadoria ostensivamente, como se vê nos pgms d tv comandados pelo fofucho. Lá, sem ter quem o desdiga, ele escancara e promove a mistura entre os conceitos d luta e briga, masculinidade e brutalidade, sensibilidade e fraqueza.

Ganancioso, o mexeriquento segue na contramão do discurso pacífico daqueles q (corretamente) divulgam o lado saudável da prática esportiva, diferenciando enfaticamente quem luta d quem briga, coragem d violência, pacifismo d covardia…  Atletas q não se sintam em condições d prosseguir nos combates não deveriam ser coagidos a seguir lutando, como acontece no reality show do bazofento.

O segundo passo é rever as regras da carnificina, digo, do evento. Proteção na cabeça dos desmiolados deve ser obrigatória, queiram ou não os desmiolados. Zona do Agrião e adjascências (bacia) tb merecem segurança reforçada. E, sobretudo, as lutas devem ser interrompidas com base em critérios humanos, ANTES q o sujeito seja desligado da tomada, com a perna fraturada, os olhos destruídos e um galináceo d dar pena na testa!

Enfim, fica registrada nos anais a opinião deste q -não obstante as ressalvas supramencionadas- defende a legalidade da nova barbaridade, digo, da nova e bárbara modalidade.

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@#$%$#@!

TONY BOMBEX.

Sem joelhos e sem ombro, mas ainda vivo… resta-me a possibilidade d praticar atividades esportivas menos onerosas, como ginástica calistênica, musculação na melhor-idade e caminhadas sem sair do lugar (esteira).

Mas a vida nas academias tem seus atrativos, do pt d vista humorístico. O primeiro deles é aquele ser atarracado e inflado feito um pombo q habita as proximidades dos espelhos das salas de musculação, com seu cinturão d couro queimado, doravante Tony Bombex.

Detestado pelos instrutores, desprezado pelas mulheres e amado por uma bichona velha q entrega toalhas no vestiário, Tony está na academia d segunda à segunda, das 12h às 18h. Nos feriados, das 12h às 16h.

E deve se achar bonito, pq metade desse tempo é p/ admirar o próprio tanquinho, cuja torneirinha, dizem as más línguas, vai mal das bolas. Tudo, porém, é válido p/ se manter com 1 e 25 de altura, 453 d bíceps expandido e vice-campeão paulista d incline chest press!

Só não se consegue entender uma coisa… Se o Tony é tão forte e Bombex, por q diabos ele não deixa os pesos no chão com cuidado, ao invés d largá-los estupida e propositalmente, fazendo um estardalhaço anabolizado e, quiçá, estremecendo as placas tectônicas sob nossos pés?!

Imagino q tenha a ver com falta d auto-estima, atenção na infância… ou, simplesmente, q o papai do filhinho seja fornecedor d pisos p/ academias.

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Dor na Coluna…

CAJU AMIGO.

Diretamente desta bolinha flutuante q se convencionou chamar mundo, divido com vossas senhorias uma história d bastidores deveras piosa ocorrida em meio às gravações do Zona do Agrião, humorístico esportivo q estreia dia 3/7, no Multishow, com apresentação deste q vos escreve, p/ todo o mundo e adjascências…

Eram 4 dias p/ gravar 12 pgms, 3 pgms/dia, segundo o matemático João de Souza, ele q na verdade é piscineiro. Tudo corria às mil maravilhas, Albertô! Próximo convidado: Paulo César Caju, tricampeão mundial em 70, titular nas copas d 74 e 78, com passagem destacada pelo Botafogo Grill etc e tal. E o dito cujo foi pontual: chegou todo todo no estúdio, impecavelmente vestido, distribuiu sorrisos e promoveu pataquadas diversas com o cabra-da-peste Vampeta, ele q acabava d gravar um vasto cabedal d imagens assaz pitorescas com toda a equipe do diretor Ovídeo Furtado.

Qdo eu e o diretor Ovídeo Furtado nos púnhamos a esmiuçar a proposta do pgm p/ o figura, no intuito d deixá-lo mais à vontade no ambiente, notei uma reação pouco efusiva, senão d desagrado, d estranhamento e desconfiança. O portador d careca lustrosa e cavanhaque afofado parecia ter sérias dificuldades p/ compreender como uma giga-estrela como ele havia sido convidada p/ um pgm esportivo q na realidade é humorístico. Um pgm q parte do formato mesa-redonda-quadrada p/ fazer humor d gente grande, no bom sentido, com uma série d quadros elaborados e, principalmente, pouquíssimos momentos p/ tratar d assuntos reais do futebol.

Tocamos a bola adiante, até o figurinista constrangido, com cara d nádegas, aproximar-se e sugerir ao digníssimo PCC, como quem chama uma criança levada ao banho: “Vamos te vestir?” A q o digníssimo, aí com toda razão, respondeu: “Mas eu já estou vestido!” E resmungou e reclamou q a camisa dele (com um logão da NIKE) era muito mais bonita do q a do figurino. Que era “cor de caju”, completei, sem perceber um possível incômodo.

Logo a seguir, enq eu e o Caju comíamos um amendoim no cenário, mais uma micro-saia-justa: planejando maquiavelicamente pegar o convidado no ruim e velho truque da almofada peidofônica, o diretor Ovídeo Furtado veio caminhando até nós, no canto do estúdio vazio, e cochichou demoradamente no ouvido d um colega bem na ft d nosso ilustre visitante! Mal-estar, azia… Ligeiramente constrangidíssimo, quis assassinar dolosamente o Ovídeo.

Mas o Caju seguia amigo, qdo passamos a falar d futebol e a detonar os esquemas defensivistas q enfeiam nossos gramados sagrados. Nessa linha, em total sintonia com o q ele vinha defendendo, pus-me a enaltecer os times cujos volantes tb sabiam jogar futebol, como nossas seleções em 82 e em 70. Como nasci em 1972, porém, não citei os times d 70, 74 e 78, q ele compunha, e mirei no exemplo d 82, com Telê Santana, Falcão e Cerezzo. E, talvez por isso, o Caju d repente ficou duro. Ao ouvir o esboço inicial d minha tese, já foi enfático: “Isso aí não tem nada a ver!” Tentei concluir meu raciocínio e pedi q ele me ouvisse, mas ele se recusou e -em tom ríspido- emendou q tinha 50 anos d futebol, enq eu (e esse bando d jornalista ignorante) não entendíamos nada do assunto. E, em tom d intimação, o acastanhado me inquiriu:  “O q vc sabe d futebol, meu querido?!” E o pgm nem havia começado…

Descrente, respondi q eu era humorista, não jornalista. E q eu talvez não soubesse tanto de futebol, mas entendia d “comunicação, um processo em q a gente fala e ouve”, em referência às dificuldades d audição do polpudo. Pq na comunicação, como no futebol e no sexo, nada ocorre se não houver 2 partes envolvidas, troca, reciprocidade. Foi o bastante p/ a fruta sair d vez da estação! Aperreado, não quis mais me dirigir a palavra e recusou-se a gravar o pgm, deixando na mão 40 pessoas q ali percorriam a segunda d 5 diárias consecutivas d trabalho, em uma maratona infindável d gravações ininterruptas! E argumentou q eu havia quebrado uma hierarquia (imaginária) pela qual toda a verdade sobre o tema futebol estaria restrita a um conselho d notáveis, com ele, o Pelé e o Papa São Bento 16 d Sorocaba!

Pois é, Albertos e Albertas… Não fosse a eficiência e a força mental d todos os envolvidos na empreitada, teríamos sambado bonito graças ao paspalhão d meia tigela! E eu ainda ficaria com fama d ruralista, responsável pela extinção do Caju! No desespero, imaginem, pensei até em ocuparmos a cadeira do cabeça-de-salgadinho com um Caju Amigo, tradicional drink d fama indigesta q, ao menos, não poderia fugir do estúdio d uma hora p/ outra. Por sorte, não foi necessário e o fanfarrão foi substituído com sobras por um atleta d carne e osso, não-pertencente à família (sur)real.

Ãnfãn, diriam os franceses… Fiquei sobremaneira chateado e agora é oficial: nunca mais vou comer caju!

Abs efusivos, bjs no cérebro, MB.

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Rio p/ não chorar.

O Rio d Janeiro continua lindo. As praias estão mais bem cuidadas. A cidade está mais limpa. O avanço na segurança é elogiável e indiscutível. Cariocas seguem sendo simpáticos, gentis. Mas basta reparar no trânsito ou entrar em um carro p/ constatar q o município-celebridade ainda está longe d representar um local verdadeiramente amigável p/ as pessoas, sejam elas locais ou visitantes.
Ao contrário d Brasília e SP, entre outras, o Rio não aprendeu a enxergar seus pedestres. Dentro dos veículos, no banco d trás, a regra é não usar cinto d segurança. Os veículos geralmente são velhos, poluem muito, em especial o transporte público. Taxistas d bom nível cultural e intelectual dirigem táxis ultrapassados e quase sempre agem como se o próximo simplesmente inexistisse. Motoristas d ônibus mal pagos e despreparados transportam seres-humanos como se fossem malas-sem-alça (nas duas leituras possíveis desta frase). Leis d trânsito são mero detalhe, um “papelzinho” q se aplica somente aos otários e desavisados.
Q pênis! Pq o simples fato d eu estar aqui falando especificamente d um d nossos 5 mil municípios já traduz a relevância dos cariocas na cultura, no turismo, na vida social e política brasileira. E antes q algum paspalhão d meia ova diga q estou espinafrando o Rio pq sou paulistano, invejoso ou algo q o valha… devo esclarecer q minha mãe, minha avó e meus bisavós, entre eles o bom e velho Tristão d Ataíde, nasceram lá. Sou, portanto, 50% carioca. E ainda não me contento com um Rio 50% moderno. O Rio pode ser muito mais do q uma cidade “mezza alicci, mezza mussarela”, como diria meu ídAlo Roberto Avalonne.
A propósito, a pizza é outro aspecto em q tb há larga margem p/ evolução… Mas aí já é provocação deliberada, merrrmão!
Abs efusivos, bjs no cérebro, MB.

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“Elocubrações do jornalista e farsante Marcoss Binaqui”.

“Se Deus Não Quiser”.

“A diferença entre o calendário do futebol brasileiro e um calendário d borracharia é que, na borracharia, a pelada é melhor”. A piada é velha, mas segue atual. E o alvo da piada é uma piada que, além de velha, é também de mau-gosto: a incapacidade dos dirigentes da CBF, do fofo Ricaço Peixeira, de aceitarem o fato de que um ano tem 365 dias.

Eis que surge, consequentemente, a indagação que não quer calar: é preciso dispor de alguma faculdade mental ou sensorial privilegiada para criar um calendário organizado, que reprograme todos os certames internos e restrinja a participação dos principais times do país às fases decisivas dos campeonatos estaduais, queiram ou não as “feder-ações”?! (o hífen da palavra anterior não é um erro de digitação)

Até minha avó já sabe: é preciso enquadrar nossa obtusa agenda futebolística à lógica mundial, favorecendo a conciliação dos torneios nacionais com os internacionais, de modo a preservar a integridade física dos atletas, além de reduzir gastos dos clubes e favorecer o planejamento de atividades do escrete canarinho, enquanto ave “a nível de” cantoria. O que minha avó não entende (e eu também não) é por que diabos personalidades conceituadas do mundo esportivo* nunca tomaram e/ou tomam a iniciativa de propor, entre muitas outras coisas que poderiam e deveriam ser propostas, um calendário “novinho em folha” para o futebol brasileiro deste país!

A passividade é uma marca, ou um marco, em nossa sociedade. A ideia de que o futuro depende do Messias, do Missionário Amado das Cruzes, do Coronel Num Sei das Quantas ou de uma visita do Gugu é somente um de incontáveis exemplos de crença extrema em soluções milagrosas/divinas. O estímulo à idolatria rasa em detrimento do culto às construções coletivas. No jogo, isso se traduz em mimar o craque Robervaldson, em detrimento dos colegas de time sem os quais o Robervaldson não seria “o” Robervaldson… em privilegiar o “Joga pro Robervaldson que ele resolve!”, em detrimento da ação coletiva e organizada. Na cidadania, reflete-se naquele paspalhão ou paspalhona que reclama da prefeitura, mas joga lixo na rua; reclama do trânsito, mas avança no sinal vermelho; reclama da política, mas vota no primeiro farsante que lhe oferece um emprego de assessor de porra nenhuma. A propósito, o conceito de Deus, por si só, tem como base (como se sabe) uma visão absolutista, autoritária, que põe a pessoa humana submissa a uma força suprema onipotente, onipresente e onisciente.

Em suma, torço sem rezar para que nós abandonemos (ainda que tardiamente) a fase do “Se Deus Quiser” e passemos a nos enxergar como partes das soluções dos nossos próprios problemas, mesmo “Se Deus Não Quiser”. Aliás, se nem Deus e nem ninguém quiserem mexer as nádegas, registrem-se nos anais as novas orientações da ADEBRA, AdEvogados do Brasil, no intuito d reconfigurar nosso nobre esporte bretão, quais sejam: a instituição do ano de 500 dias e a criação dos campeonatos municipais nos 5 mil municípios do Brasil. Assim, finalmente, teríamos uma programação razoável, com as disputas municipais no primeiro semestre, os estaduais no segundo semestre e, nos demais semestres, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, Sulamericana, Copa São Paulo, Torneio Tereza Herrera e, sobretudo, o Biriguiense de Cabra-Cega. Perfeito?!

Abs efusivos, bjs no cérebro,

MB.

*** Dando nome aos cabras: Pelé, Portella, Zé Alvaro, José Trajano, Juca Kfouri, PVC, Zico, Romário, Raí…

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