“Elocubrações do jornalista e farsante Marcoss Binaqui”.

“Se Deus Não Quiser”.

“A diferença entre o calendário do futebol brasileiro e um calendário d borracharia é que, na borracharia, a pelada é melhor”. A piada é velha, mas segue atual. E o alvo da piada é uma piada que, além de velha, é também de mau-gosto: a incapacidade dos dirigentes da CBF, do fofo Ricaço Peixeira, de aceitarem o fato de que um ano tem 365 dias.

Eis que surge, consequentemente, a indagação que não quer calar: é preciso dispor de alguma faculdade mental ou sensorial privilegiada para criar um calendário organizado, que reprograme todos os certames internos e restrinja a participação dos principais times do país às fases decisivas dos campeonatos estaduais, queiram ou não as “feder-ações”?! (o hífen da palavra anterior não é um erro de digitação)

Até minha avó já sabe: é preciso enquadrar nossa obtusa agenda futebolística à lógica mundial, favorecendo a conciliação dos torneios nacionais com os internacionais, de modo a preservar a integridade física dos atletas, além de reduzir gastos dos clubes e favorecer o planejamento de atividades do escrete canarinho, enquanto ave “a nível de” cantoria. O que minha avó não entende (e eu também não) é por que diabos personalidades conceituadas do mundo esportivo* nunca tomaram e/ou tomam a iniciativa de propor, entre muitas outras coisas que poderiam e deveriam ser propostas, um calendário “novinho em folha” para o futebol brasileiro deste país!

A passividade é uma marca, ou um marco, em nossa sociedade. A ideia de que o futuro depende do Messias, do Missionário Amado das Cruzes, do Coronel Num Sei das Quantas ou de uma visita do Gugu é somente um de incontáveis exemplos de crença extrema em soluções milagrosas/divinas. O estímulo à idolatria rasa em detrimento do culto às construções coletivas. No jogo, isso se traduz em mimar o craque Robervaldson, em detrimento dos colegas de time sem os quais o Robervaldson não seria “o” Robervaldson… em privilegiar o “Joga pro Robervaldson que ele resolve!”, em detrimento da ação coletiva e organizada. Na cidadania, reflete-se naquele paspalhão ou paspalhona que reclama da prefeitura, mas joga lixo na rua; reclama do trânsito, mas avança no sinal vermelho; reclama da política, mas vota no primeiro farsante que lhe oferece um emprego de assessor de porra nenhuma. A propósito, o conceito de Deus, por si só, tem como base (como se sabe) uma visão absolutista, autoritária, que põe a pessoa humana submissa a uma força suprema onipotente, onipresente e onisciente.

Em suma, torço sem rezar para que nós abandonemos (ainda que tardiamente) a fase do “Se Deus Quiser” e passemos a nos enxergar como partes das soluções dos nossos próprios problemas, mesmo “Se Deus Não Quiser”. Aliás, se nem Deus e nem ninguém quiserem mexer as nádegas, registrem-se nos anais as novas orientações da ADEBRA, AdEvogados do Brasil, no intuito d reconfigurar nosso nobre esporte bretão, quais sejam: a instituição do ano de 500 dias e a criação dos campeonatos municipais nos 5 mil municípios do Brasil. Assim, finalmente, teríamos uma programação razoável, com as disputas municipais no primeiro semestre, os estaduais no segundo semestre e, nos demais semestres, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, Sulamericana, Copa São Paulo, Torneio Tereza Herrera e, sobretudo, o Biriguiense de Cabra-Cega. Perfeito?!

Abs efusivos, bjs no cérebro,

MB.

*** Dando nome aos cabras: Pelé, Portella, Zé Alvaro, José Trajano, Juca Kfouri, PVC, Zico, Romário, Raí…

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Aguiar transporta o fofo Ricaço Peixeira.

Aguiar – Ricardo Teixeira

DESIMPERDÍVEL!!!

VENDO, ALUGO, EMPRESTO OU DOU
FUSCA 100% ORIGINAL! (sem acessórios)
Amplo espaço interno…
Serviço d bordo 5 estrelas: 2 na frente e 3 atrás!
Tratar com Volmar Veículos. Twitter: @VolmarOficial.
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Setorista Marcoss Binaqui discorre acerca do Palmeiras!

Atenção: antes d iniciar a leitura, opte por um dos dois títulos sugeridos a seguir.

 

FELI-PÃO E CIRCO.

ou

2011: UMA ODISSÉIA NO ESPASMO.

 

Surtei! Enquanto simpatizante vitalício e setorista* do Clube d Campo Palmeiras, ponderei, deliberei comigo mesmo e decidi não + me conter diante da tragicomédia em q se transformou esta amada agremiação q, um dia, lançou aquela memorável linha d 37: Pescoço, Tesourinha, Rubens, Conceição e Rabiola; Beterraba, Fudentino, Osório e Suvaco; Baiacu e Pança.

 

* ( setorista = jornalista q faz coberturas específicas d um determinado clube. Como eu, q vou ao CT do Parmêra todos os dias, religiosamente, às 7 e 12 da matina! )

 

A bizarrice da política interna suicida alviverde evidencia a necessidade d uma gestão profissional nos clubes d futebol “profissional”. Quem sabe, se pagarmos mais uma rodada d dívidas milionárias d clubes falidos, nós contribuintes teremos, em contrapartida, a evidentemente imprescindível responsabilidade fiscal d tais entidades. Q hj não são públicas e nem privadas. São privadas públicas!

 

Tornar-se escravo d empresários d atletas tampouco ajuda. Pq a escravidão d atletas anterior à Lei Pelé viu surgir a escravidão dos clubes pós Lei Pelé. Q o diga Kléber Cabeça-d-Cotovelo e seu empresário Pepinho Legal, q propuseram uma negociação com a faca no pescoço do interlocutor e, indiretamente, feriram d morte as poucas pretensões palestrinas em 2011.

 

Pior ainda qdo o escravo se conforma com a subserviência e põe em campo o zelador-sargentão-machão-faz-tudo-quebra-galho, contratado a peso-d-ouro e com carta verde e branca em mãos. Felipão esnobou o Rivaldo legítimo e encheu a bola do Rivaldo Cover. Convenceu-se d q o Tinga é a Ademir da Guia. Dispensou o Linconl em um time sem armação. Desdenhou do Michael Jackson em uma equipe q não marca e nem dá show. Deu o fora no Pierre sem ter nenhum peça d reposição à altura. E olha q o Pierre tem 1 e 57! P/ fechar com chave d fezes, mandou o fotógrafo do jornal fotografar seu miudinho. P/ tirar seu popozão da reta, porém, o gaúcho foi eficiente às pampas. A culpa, ele diz, é d do elenco chinfrim, da base infértil q ele não prestigia, do árbitro mal-intencionado q o expulsou “só″ pq ele se referiu d modo pouco gentil à genitora do mesmo…

 

P/ concluir, Albertos e Albertas: o Clube d Campo Palmeiras há tempos é um triste circo, daqueles decadentes, onde os animais são maltratados impiedosamente. Os palhaços somos nós, torcedores. E ninguém é responsável pela situação. A culpa é da Odete Roitmann, ou, se vc preferir, do Jair Bolsonaro!

 

FORA, CORNETEIROS E AMADORES! FORA, FELIPÃO DA FRONTEIRA! FORA, KLEBER CABEÇA-D-COTOVELO! VEM, JORGINHO CANTINFLAS! FORÇA À BASE! AVANTE, VERDÃO!

 

Abs efusivos, bjs no cérebro,

 

MB.

 

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Pelos frascos e comprimidos!

EM DEFESA DAS VÍTIMAS DO FANATISMO VÃO.

 

Soube ontem da barbárie q vitimou o volante João Vítor, do Clube d Campo Palmeiras, e não tive como não recordar episódio igualmente tenebroso q vivi em 2003.

 

Foi na Casa das Caldeiras, nobre estabelecimento paulistano onde ocorria um evento da ilustre 89FM, honrada emissora, q à época recontratava meus serviços humorísticos e dava prosseguimento ao trabalho iniciado com o finado e saudoso pgm “Sobrinhos do Ataíde”. Obs: no mesmo ano, eu estreei no Rockgol d Domingo, da MTV, o “meu vasto cabedal d comentários assaz pertinentes, no q tange ao futebol enquanto atividade a nível d bola”.

 

Mamamamamas… não há como esquecer q, 3 meses antes da data fatídica, eu havia operado os 2 joelhos! Sim, ambos os dois, simultaneamente, ao mesmo tempo, tanto um quanto o outro! E aí vossa senhoria se indaga: mamamamas… por q diabos?! E eu esclareço: a minha pessoa detona os joelhos há exatos 22 anos, desde o maldito dia em q um maldito bezouro adentrou a cozinha do sítio da minha família e eu, q aos 17 anos andava exagerando na audiência do Karatê Kid, decidi aplicar uma voadora naquele ser alado e errante. Obviamente sem prever q o mesmo se evadiria num piscar d asas e a minha pessoa, em contrapartida, veria sua articulação medial da pata inferior esquerda, vulga perna d apoio, chocar-se violentamente contra a quina da porta entreaberta. (Pudera! Quem foi q colocou uma porta na saída da cozinha?!)

 

Mamamamamas… d volta a este milênio e à calorosa festa da Casa das Caldeiras, em 2003. Com a funilaria completa recém-realizada em cartilagens, ligamentos, patelas e todos esses tecidos antipáticos q insistem em habitar nossas pobres articulações d bípedes d primeira viagem, e esperançosa d-quiçá- retonar aos gramados, por q não?, a minha pessoa perambulava solteira e alegremente pela baladinha da rádio. Eis q um sujeito d feição pouco amistosa, acompanhado d 4 ou 5 comparsas, aproximou-se e emendou ao pé d meu delicado ouvido: “Olha lá o q cê fala do Coríntia, mano!” Achei sem-graça e, em vez d deixar o debate a cargo da segurança do evento, quis argumentar. Resultado: uma longa sessão d insultos e ameaças pouco simpáticos q aturei até o gran finale do conflito, qdo fui covardemente agredido pela corja d malfeitores. Detalhe: 5 segundos após o início da desinteligência, meu neo-ligamento do joelho direito foi às cucuias e, algumas semanas depois, eu tive q refazer esta deliciosa cirurgia.

 

Mamamamamamas… não haveria d faltar uma chave d bosta p/ fechar esta manifestação-tragicomédia. No dia seguinte à agressão, todo ralado e com o joelho mais inchado do q o ministério do PT, fui à malfadada delegacia d Perdizes, cumprir meu dever d cidadão. Na recepção sonolenta, fui atendido na maior das más-vontades por um escrivão com cara d cu-d-mula e jeitão d estudante d Direito da FODERJ (FACULDADES ODAIR ERNESTO JÚNIOR). Na ânsia d se livrar do problema, o infeliz se apressou em questionar: “Quem foram os agressores?” Quis dizer q os meliantes não aceitaram ceder o RG ou posar p/ fotos, mas respondi apenas q não os conhecia. Bastou p/ q ele emendasse, burrocraticamente, sem esconder uma pontinha d satisfação: “Se não tem a identificação, nem adianta fazer BO!”

 

Fiz o BO assim mesmo. Até p/ não ceder à espécie desprezível q habita boa parte das repartições públicas do Brasil. Mas é óbvio q não adiantou picas! Bem como é óbvio q o fanatismo, seja ele futebolístico, religioso, racial, é o pior dos tumores malignos da humanidade.

 

Mamamamamas… p/ concluir esta reflexão em um tom não-catastrofista, apresento por meio desta duas soluções p/ conter tanta imbecilidade, ao menos entre torcedores d futebol. Primeiro, a criação d um cadastro positivo d torcedores, relacionando exclusivamente indivíduos d ficha-limpa e sem quaisquer vínculos com o chamado “quarto setor”. Caso não fununcie, sugiro abrir as BUNDAS, BASES UNIFICADAS D DESINTELIGÊNCIA ASSISTIDA, q são essencialmente grandes áreas cercadas onde delinquentes d todas as agremiações são equipados com pedras e paus p/ praticarem até o óbito sua atividade predileta, o extermínio da vida.

 

Abs pouco efusivos, MB.

 

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