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5
fev
sex
 
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#1
 
 
 
publicado por: Marco Bianchi às 09:23
CHEIO D ENCHENTES.
 
 
  Pelos cálculos do meteorologista Rolando Ondas, nunca choveu tanto e tão seguidamente na cidade d SP qto nos últimos 7,19 meses. Interessante notar q o fenômeno, diretamente relacionado ao aquecimento global, à migração dos gnus d Botswana e ao redimensionamento das bóias cabe-d-pato enquanto adereço a nível d piscina, resulta, antes d mais nada, em um patético festival d ânus deslocados da linha crucial, ou, caso prefiram os nobres leitores, os populares cus tirados da reta!

A maior vítima deste processo tem sido o prefeito e imperfeito Gilberto Kassab, cuja gestão – por mais enxuta q fosse – jamais faria ft à atual incontinência d São Pedro. A malhação é estimulada por setores consideráveis da imprensa, q em análises simplistas apontam o dedo em direção ao “Demo” traíra q nos teria deixado a ver navios, com o perdão do trocadilho inoportuno. Mas o buraco é beeem + em cima!

Ainda q a cidade fosse governada pelo maior gênio do planeta*, a enxurrada d desabamentos e alagamentos q vemos não seria completamente evitada. Culpar exclusivamente o Kassab (q já é sissioso, o coitado) pelas enchentes q infernizam a cidade há séculos serve p/ saborear um boi-d-piranha, mas não ajuda a “resorvê os pobrema”!

* O Ratinho ou o Datena, por exemplo! Rs!



Sejamos generosos: este abacaxi com casca em caldas deve ser dividido com o Legislativo paulistano, mais ocupado em batizar praças e logradouros do q em aprimorar a legislação d modo a equipar o município e prevenir o caos! Deve ser repartido com o judiciário, q tarda, falha e mantem impunes tanto o desrespeito ao direito à moradia quanto a degradação ambiental decorrente da ação do homem, enquanto ser humano dito racional (essa eu aprendi na ECA)!

Mais do q isso: a merda toda deve ser partilhada pela SOCIEDADE, ou seja, por cada um d nós! Do porcalhão q joga o maço d cigarro pela janela do carro ao ignóbil q descarrega o sofá carcomido no córrego, do inútil q não recicla lixo e joga tampinha em cinzeiro ao paspalhão d uma ova q anda d jet sky rasgando a 30 metros da praia, da anta q se aloja em uma encosta desmatada e sabidamente vulnerável ao tratante q vende títulos d propriedade falsos!

É soda…mas as pessoas precisam saber q a responsabilidade pelas desgraças d mundo tb têm a ver com elas! Na mesma medida em q a solução p/ os males da vida nunca é exclusividade d Deus, da Virgem Maria ou “dos goverrrno”!

Registro nos anais, portanto, minha cagada d regra cívica: sejamos + sujeitos e menos espectadores da história.

Com + cu na reta, atingiremos nossa meta!

Abs pouco efusivos, bjs na visícula biliar,

MB.
 
 
 
 
 
 

14
dez
seg
 
post
#2
 
 
 
publicado por: Marco Bianchi às 09:23
O FIM DA PICADA.
 
 
  Entre as diversas preocupações q rondam os pensamentos da humanidade atualmente (aquecimento global, crise econômica, combate à fome, terrorismo, guerras...), um tema me parece particularmente relevante: a questão da qualidade d vida dos pernilongos comuns.

Em um mundo crescentemente dedetizado com múltiplas variedade d agrotóxicos e repelentes espalhados por epidermes e tomadas, estes vulneráveis insetos, tradicionalmente desassistidos pelas políticas públicas de inclusão social, perecem aos montes pelos jardins da vida, pondo em risco não apenas o meio-ambiente, mas o ambiente inteiro!

Segundo dados da SAPEC (Sociedade Amigos dos Pernilongos Comuns), a violência contra os pernilongos comuns cresce em níveis alarmantes. A cada dia, 13.321.003 são assassinados em todo o mundo. Destes, 65,33% são vitimas de tapas, almofadadas e toalhadas; 35,82% são vitimados por jatos d inseticida à queima-roupa; 26,19% entregam a alma a Deus em função d lagartixas, sapos e raquetes elétricas anti-insetívoras; e os outros 16,99% (pelos meus cálculos) cometem suicídio. É o fim da picada!

Assino este manifesto pelo fim dos repelentes d pele q tiram dos pernilongos sua única e sacrificada forma d sustento. Por um basta aos repelentes d tomada q atraem este pobres seres com falsas promessas e depois os envenenam, em brindes maquiavélicos. Abaixo as telas mosquiteiras, esta reedição do muro d Berlim q segrega mamíferos e pernilongos, como se não fôssemos todos parte d um único ecossistema.

Aos interessados em prestar serviços voluntários à SAPEC, realizando doações d sangue in natura, em terrenos baldios infestados, seguem abaixo nossos contatos.

SAPEC: VOCÊ DÁ ABERTURA E ELE PICA!

Estrada dos Aedes, 70, passando a moita. Pindaíba, Rondônia (RO). TEL: nem adianta ligar q tá sempre ocupado! EMAIL: amopernilongos@masfaz.sem.br. Doações: CC 100-171, AG 666, BANCO DE ZURIQUE.
 
 
 
 
 
 
 

25
nov
qua
 
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#3
 
 
 
publicado por: Marco Bianchi às 09:23
LEGALIZE JAH.
 
 
  Fato: a constituição brasileira não permite punir uma pessoa por uma hipotética (e rocambólica) tentativa mal-sucedida d suicídio. Desde q não represente dano real a terceiros, desde q o resultado nefasto do gesto esteja restrito ao indivíduo, tal iniciativa não representa transgressão passível de punição aos olhos da legislação vigente no país.

Baseado nisso, um sujeito emancipado tem pleno poder de decisão sobre sua integridade física e, por conseqüência, sobre aquilo q ingere, em proveito próprio ou não. Mas sempre com a ressalva: desde q tal ato não o leve – direta ou indiretamente – a incorrer em ato ilícito d qq natureza.

É o q já acontece com as bebidas alcoólicas, cujo consumo (permitido) segue uma série d normas, tais como: menores d idade não podem beber, não se vende álcool em estradas, não se pode misturar direção e manguaça etc.. Regras falíveis, é verdade, mas razoáveis: a outra opção, historicamente fracassada, seria proibir o consumo d álcool. Quem aceitaria?!

O mesmo princípio deveria ser estendido às drogas ilícitas, ao menos às menos nocivas. E vale frisar, ressaltar, sublinhar, enfatizar, destacar: regulamentar tais substâncias implicaria legalizar E NORMATIZAR, ou seja, estabelecer em q condições o produto poderia ser consumido. Como já ocorre com a nicotina, com o álcool e com medicamentos d tarja preta q presumem prescrição médica devidamente formulada.

Uma análise contextual fria permite concluir: legalizar substâncias ilícitas representaria esvaziar d forma contundente o poder paralelo dos traficantes d drogas e armas, q alimentam a insegurança e adentram as entranhas da administração pública, em todos os seus segmentos. Legalizar, inegavelmente, seria amenizar a violência nos grandes centros urbanos. D lambuja, os bilhõe$ hoje destinados à guerra contra o crime organizado poderiam atender a fins mais nobres, como a educação do povo.

O impacto provocado pela legalização no sistema d saúde público, se houvesse*, seria compensado (fartamente compensado) pela já citada diminuição da violência urbana e pela correta destinação dos impostos relacionados à regularização do comércio. Tais recursos – prega o bom senso - seriam alocados prioritariamente na prevenção ao uso (campanhas educativas d largo alcance q informassem a respeito dos malefícios e desestimulassem o potencial consumidor) e no tratamento dos dependentes.

* Não é absurdo concluir q drogas legalizadas conteriam menos misturas, muitas vezes mais destrutivas do q as próprias drogas.

Este pensamento – o qual eu ratifico, vaticino, chancelo, corroboro, sub-escrevo, endosso e outros verbos com o mesmo sentido - é d autoria do Senador Jéferson Perez (1932-2008), do PDT do Amazonas, nobre defensor dos direitos humanos e dos humanos direitos.

Tenho plena consciência d q a tese acima exposta segue enquadrada na categoria d utopia transloucada. Não deveria. Um dia, certamente, tal visão será majoritária em nossa sociedade.

Abs efusivos, bjs no cérebro,

MB.
 
 
 
 
 
 
 

9
nov
seg
 
post
#4
 
 
 
publicado por: Marco Bianchi às 09:23
ENTREVISTA COM LUIZ INÁCIO POLVO DA SELVA.
 
 
 

Ao lado da primeira-dama Mariza Fictícia, o Residente na República nos recebe na sala de visitas do Palhaço do Planalto. Ele veste chinelos, bermuda e camiseta regata branca com os dizeres: “Bebo, não nego: pararei quando puder”. Ela mais parece um pavão empalhado. Ele olha no relógio e abre os braços, pedindo que eu inicie a entrevista.



MB: Por que há 8 anos vossa excelência não move uma palha pela Reforma Política?



LULA LELÉ: Se a Reforma não foi feita, a culpa é do TCU*, companhêro. Apesar que (sic)...é o que digo: só quem mora na casa sabe quantos cômodo (sic) vai reformar...se vai consertar a goteira ou trocá os cano (sic), sabe?...

(TCU: Tribunal de Contas da União)



MB: Pois é, a palavra é essa mesmo: cano... Falando nisso, na sua concepção, o que fez o Sarney e o Collor passarem, da noite pro dia, de cão chupando manga a Madre Tereza de Calcutá?



LULA LELÉ: PubRicamente (sic), eu devo dizer DE que (sic) eu tenho todo respeito pelos trezentos picaret...minto...pelos parlamentar (sic) brasileiro desse país. Mas, cá entre nós, companhêro...

Neste instante, Lula se aproxima, serve dois copos de cachaça e oferece um a mim.

LULA LELÉ: Pelas medidas provisória (sic) que eu mando pro Legislativo, se os aliado fosse (sic) honesto, eles mandava eu (sic) catá coquinho!

Lula gargalha e engatinha no chão, como quem procura coquinhos.



MB: É por isso que o Governo federal virou um gigantesco cabide de empregos, mesmo sem investir em saúde e segurança pública?

Lula faz cara de reprovação, senta de novo e bebe seu copo de cachaça em um só gole.

LULA LELÉ: O que eu fiz foi combater o desemprego, companhêro. Porque, desde 1500, nenhum governante na história desse país empregou tantos companhêro (sic) como agora. E os familiar (sic) dos ex-presidente (sic) tamém (sic) têm direito a uma vida condigna, sabe?



MB: Pois é...tem até um que está levando uma vida condigna em Miami, às custas do erário público.

Impaciente, Lula olha novamente o relógio e tira um cortador de unhas do bolso.



MB: Mudando de assunto...se o senhor enfrentou a ditadura no Brasil, por que o senhor não combate a ditadura na Venezuela?

Lula acende um charuto. Diante de um computador, Mariza Fictícia está distraída, acessando o Twitter.

LULA LELÉ: Eu penso De que (sic) nós devemos respeitar a autonomia da ditadura venezuelense (sic).



MB: Mas a ditadura em Honduras o Brasil combateu...

LULA LELÉ(exaltado): Perto da Venezuela, Honduras é um cocô de passarinho, porra!

Uma pequena gosminha branca se forma nos cantos da boca de Lula.

LULA LELÉ(ainda exaltado): Eu sou totalmente a favor da liberdade das pessoa (sic) e dos meio (sic) de comunicação! Mas desde que os jornalista (sic) escreva as coisa (sic) certa (sic), né?

Lula sopra fumaça na minha cara e ameaça encerrar a entrevista. Marisa Fictícia acessa o Orkut.



MB: Só mais uma: o Brasil vai colaborar com metas na redução das emissões de CO2 ou, se não tiver subsídio dos países ricos, o planeta que se exploda?

Lula se levanta da cadeira e me convida a ir à porta de saída.

LULA LELÉ: Na minha sala, quem decide sobre as emissão (sic) de Co2 é (sic) eu, companhêro!



MB: Mas, peraí...

Ligada no Facebook, primeira-dama tira caquinha do nariz.

LULA LELÉ: E, daqui pra frente, qualquer coisa...fala com a Dilma!



Lula bate a porta na minha cara. Em seguida, dou de cara com o Zezé Dirceu. Tento voltar à sala do presidente, mas Zezé Dirceu ameaça chamar o Hildebrando. Sou coagido a seguir até a garagem do prédio, no piso mais baixo do local, onde um tal de Silvinho me leva pra casa em uma Land Rover.
 
 
 
 
 
 
 




 

 

 




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