Atenção, produtores de eventos corporativos, acadêmicos e recreativos: 

Sou um bárbaro redator de humor desde 1991, quando estreei na emissora de rádio universitária meus primeiros quadros de humor. 

Lancei o grupo Sobrinhos do Ataíde, no rádio, e o humor esportivo do Rockgol Debate, na tevê. 

Velho amigo das palavras, das rebuscadas às informais, passando pelas gírias, modismos e vícios de linguagem, escrevi em 2016 o livro “Português À Brasileira”, com uma coletânea de “pérolas” verídicas do idioma português, todas proferidas em contextos que em tese requerem maior competência verbal, como no jornalismo e na atividade política. 

E é esse retrospecto de quase 30 anos de humorismo que me levou a propor a despretensiosa apresentação “Português À Brasileira”, sobre o desprezo ao idioma português nas mídias. 

Ilustrada por matéria-prima farta garimpada sem muito suor em veículos de comunicação, a exposição satiriza derrapadas documentadas, ao mesmo tempo em que sugere contextualizar erros e acertos segundo a interlocução, o ambiente, o tipo de linguagem. 

Ao término do evento, eu troco ideias com a plateia em modo informal, não sem antes expressar minha convicção de que dominar a leitura e a escrita é poder absorver e retransmitir todo o conhecimento adquirido na história da humanidade. Portanto, saber é poder e liberdade. 

E assino com uma frase do saudoso Professor Flavio di Giorgio: Abolir a norma culta seria a barbárie; saber ler e escrever corretamente é ter nas mãos a maior arma da vida. 

Na edição 40 do podcast centrado e com norte, uma análise comparativa despretensiosa , porém incisiva, para separar o joio e o trigo colhidos no campo da disputa política em curso no Clube de Campo Brasil.

Na edição 39 das reflexões do telespectador e pedestre, o lado racista do combate ao racismo, a demonização do êxito e o desejo de uma sociedade com mais amizades coloridas. Não deixe de perder!

No episódio 38 do podcast centrado e com norte, sujeitamos as jogadas do time da Suprema Cortesia ao julgamento tácito (e em última instância) do telespectador e pedestre que manda democraticamente neste joça. Não deixe de perder! 

Na edição 37 da crônica política do telespectador e pedestre, uma reflexão sucinta sobre o vale-tudo verbal que dá muita audiência e vende que nem água, mas produz apenas vento e desalento. Estrelando: quem denuncia prova ilegal com base em “prova” ilegal. Não deixe de perder!  

Na edição 36 do podcast centrado e com norte, uma ressonância magnética do político com apelido de ave que – com o apoio feroz de outras espécies exóticas – insiste em chocar ovos podres no Para-lamento do Clube de Campo Brasil.

Na edição 35 do podcast do telespectador e pedestre, uma breve reflexão sobre como se desvencilhar de acidentes e do engarrafamento convenientemente proporcionados pelo chamado “trânsito em julgado” aos maiores barbeiros da quebrada. 

Um parecer de última instância acerca da (in)justiça no Brasil. Como proceder caso o Judiciário perca o juízo e deturpe “dilma” vez por todas o sentido da palavra democracia. Não deixe de perder!

Fatos negativos são uma realidade incontornável. A retórica do Jair é poBRema. Mas quem não torce contra o Brasil encontra, sem maiores esforços, motivos de otimismo com os rumos nacionais, conforme indica esta edição do podcast centrado e com norte. Não deixe de perder!

Depois de inventar o fogo, a humanidade está há zilhões de anos usufruindo da descoberta. As novas invenções humanas são mais voláteis. Hoje tenho dó especialmente de nossos pais, mães e amigos, que diariamente apanham – a cada passo –  das novas tecnologias. Sinto dó até de mim mesmo, pois em termos digitais me vejo similar àquele semianalfabeto incapaz de ler e compreender um texto simples. 

Impossível passar mais de 24 horas sem levar um couro do celular, do computador, do aplicativo ou da impressora, esta geringonça ingrata que às vezes parece menos eficiente do que o registro dos desenhos do homo sapiens das cavernas. E quando a gente enfim consegue controlar um dispositivo, ele já está obsoleto e prestes a ser substituído por outro modus operandi. 

Maaaravilha, Albertô! Por essas e outras, além de modernoso e cabuloso, o planeta está desconcertado pra burro.