Arrisco um prognóstico: a próxima marca pioneira no mundo do futebol será aquela que libertar o clube parceiro da obrigação incômoda de poluir o próprio uniforme com quaisquer elementos que não sejam o distintivo do time, o nome e o número do jogador. 

Transformar um manto tradicional em panfleto de supermercado não deveria, convenhamos, dar moral a empresa nenhuma. O grupo ou produto que quiser estar associado ao resgate da pureza de nossos queridos escudos e clubes, além de ostentar esse ato de libertação heroico junto a todas as torcidas, vai poder anunciar sua façanha de diversas outras formas: nos painéis de entrevistas, nas placas ao redor do gramado, nos uniformes de treino, nos materiais institucionais de cada agremiação… Se essa orgia propagandística imposta ao maior símbolo dos clubes fosse mesmo indispensável à sustentação do futebol, a indústria esportiva mais lucrativa do planeta não seria a NBA, que vende seus artigos “limpos” de baciada mundo afora. 

Até lá, vamos penando para identificar nossos times do coração nas camisas dos atletas, em meio a uma verdadeira seção de (Des)Classificados, com Amendoim João Ponês, Caninha Curió, Capiloton, Cuecaria Rufus e, por que não? Shirley Massagem Tântrica e Prostática. 

Três comentários assaz pertinentes para preencher de verdades o Dia da Mentira…

1- Desejo melhoras ao treinador Abel Braga, da Escola de Samba Unidos do Flamengo, um sujeito simpático e competente para burro. 

Mas desejo também que ele e outros técnicos de futebol sejam mais responsáveis no exercício das respectivas funções. 

Quem passa 90 minutos à beira do gramado surtado, aos berros com os árbitros do jogo, põe em risco a própria saúde cardiovascular. E quem ganha o pão na indústria do futebol não deve estimular – nem sem querer – a violência no entorno da disputa. Os “professores” devem entender o nível de fanatismo envolvido na atividade, pois têm o dever de ostentar uma postura exemplar e equilibrada frente à massa transloucada. 

E não estou pedindo aos “mestres” que sejam infalíveis, apenas que sejam adultos! 

Vale também para atletas chiliquentos, que esperneiam histericamente a cada marcação de lateral, e para quem mais torça para que o jogo seja lucrativo sem ser insalubre.

2- Por que diabos executar a versão mais longa – quase interminável – do Hino Nacional de autoria do bom e velho Francisco Manuel da Silva e letra de Duque Estrada, queeem não se lembra?!… Pois é: onde não tem patriotismo genuíno, entra em cena o cenográfico. 

3- Enfim chegamos ao melhor momento dos Estaduais: a hora em que eles acabam! Quando a família Azul Marinho deixar, nosso calendário deixará de ser igual àquela pelada da borracharia. 

Aí sairemos de trás das grades do Projeca. E os Estaduais (nos moldes atuais) sairão do Estado de coma e passarão ao Estado de óbito, para delírio da torcida e do torcido. 

Desenterrar o Canarinho implica enterrar o bairrismo das Federações junto à ganância cronológica da Famiglia CBF.  Ratifica ou retifica, belezoca?

Vc é teimoso! Não sou. 

É teimoso! Não sou. 

É sim! Não, não e não! Nunca fui teimoso, não sou e nunca vou ser! E por mais que digam isso e até provem o contrário, eu não mudo de ideia em hipótese nenhuma, custe o que custar, doa a quem doer!

Agora que a fofa da FIFA descobriu a tecnologia de vídeo, mesmo sem critérios claros e transparentes, cabe à dona da bola tomar conhecimento de um novo dispositivo tecnológico capaz de prevenir injustiças na arbitragem: o CRONÔMETRO.

Tal criação engenhosa permite ao controlador do jogo, PASME!, estabelecer um período mínimo de disputa com a BOLA ROLANDO. Mas hein?!…

A novidade já é usada há décadas no handebol e no bola-ao-cesto. E, há tempos, o controle do tempo é a maior ferramenta de manipulação de resultados da atividade futebolística, rubrica?!

A indústria da cera segue lucrativa, compensando. De embacinho em embacinho, de fita em fita, de migué em migué, perdem-se para sempre momentos e espetáculos preciosos, sem que o consumidor do evento seja – em hipótese nenhuma – ressarcido pela encheção de linguiça.

Sorte do timinho, do retranqueiro, do grosso… Acorda, freguês, você sempre tem razão!”

Neste espaço, concebido por este telespectador e pedestre que vos escreve, teremos um vasto cabedal de conteúdos: textículos, áudios, fotos e vídeos.

Aqui, doravante, a humanidade conhecerá meus novos projetos de rádio, tevê e/ou internet. Sempre com fácil acesso aos meus perfis nas ditas redes sociais.

Nas próximas semanas, por fim, iniciarei um podcast inédito e exclusivo, repleto de envergadura moral, lisura político-administrativa e plena interação com os prezados ouvintes e ouvintas.

Não deixem de perder!

Ps – Registro nos anais meu agradecimento ao internauta e fanfarrão Eloi Carlos Santaroza, o popular Rosinha, cujo trabalho técnico altamente gabaritado permitiu o louvável reerguimento desta humilde morada.