Aos
4 anos, sentia certo constrangimento ao dizer
que estudava na escolinha “Quá Quá”.
Considerava o nome infantil e pouco apropriado
ao tipo de aprendizado maduro que eu pretendia
absorver. De toda forma, foi lá que fiz
minhas primeiras pataquadas...
Aos
6 anos, quando iniciei estudos no Colégio
Santa Cruz, aí sim me achei digno do ar
que respirava!* Lá – entre padres,
bedéis e paspalhões de uma ova -
foi desencadeado o desenvolvimento de um vasto
cabedal de baboseiras que mais tarde viriam a
balizar minha existência profissional, desde
sempre com apoio irrestrito de figuras como Paulo
Bonfá e Felipe Xavier, entre outras. Destaque
para o surto de falar como bebê, ocorrido
em 1981, que contagiou cerca de 50 crianças
de 9 anos de idade ao longo de meses, levando
ao desespero mestres, pais, pedagogos, psicólogos
e paranóicos plantonistas.
*
À época, um ar com 45% a menos de
CO2.
Em
1989, com a espetacular (e milagrosa) entrada
deste que vos escreve na faculdade de Rádio
e Televisão da USP, um novo patamar sócio-pseudo-epistemológico
foi galgado. Em meio à farta matéria-prima
do Campus para alavancar meus incipientes dotes
humorísticos – tempo livre, pouca
vontade de estudar, diversidade, cerveja –
caí, quase que de paraquedas, na Rádio
USP FM, onde estive entre abril de 1991 e junho
de 1995. Neste mesmo ano, recebi o convite para
iniciar o projeto Sobrinhos do Ataíde,
na 89FM, findo em 1999, só pra arredondar!
De
lá pra cá, desenvolvi diversos humorísticos
radiofônicos: Diário do Dias, Filhos
do Egídio, Conjunto Vazio... Fiz propagandas,
vídeos institucionais e eventos, trabalhando
como redator, locutor, apresentador, modelo e atriz.